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Antropóloga Ministra Palestra de Desigualdade Social para Adolescentes

A palestra Visava discutir a Diversidade Cultura e a Discriminação

A antropóloga do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Simone Miziara Frangella, esteve no Corassol, durante dois dias, para conversar com os adolescentes do Proft (Programa Profissional do Futuro), com o objetivo de discutir a diversidade cultural e a discriminação no Brasil.

A experiência da antropóloga com crianças e adolescentes moradores de rua, em trabalho social nas ruas de São Paulo e Londres, foi o assunto inicial da palestra, onde abriu portas para outros tipos de assuntos como: discriminação racial, social e de gêneros.

Foi interessante ver a visão que muitos dos adolescentes tinham sobre essas pessoas, o quanto eles não conseguiam se relacionar com elas e, por isso, eu tentei trazer a consciência de que eles são seres humanos como todos nós”, disse Simone.

Segundo a aprendiz Ana Laura de Souza, a palestra a ajudou entender sobre a invisibilidade dos moradores de rua. “Às vezes os moradores de rua não estão nesta situação por que querem, ou por conta de vícios, mas sim por algum problema familiar e econômico. A invisibilidade é tão forte que faz as pessoas passarem perto deles e nem sequer os notar, apenas julgando sem conhecer”, lamenta Ana Laura.

Foi uma troca de ideias muito bacana, a maioria conseguiu expor suas vivências, falando sobre preconceito e sobre as suas perspectivas de vida, de forma leve e muito positiva”, elogiou a antropóloga. E ainda completou: “Eles conseguiram perceber que o principal motivo dos moradores de rua estar na rua, em sua maioria, é por conta de problemas econômicos”.

Simone admite que a discriminação é tema complexo e, de acordo com o entendimento de todos, difícil de combater, mas que pode ser amenizado. “É preciso se atentar ao fato de que ninguém está sozinho. Hoje em dia existem grupos prontos para auxiliar pessoas que sofram discriminação racial, de gênero ou de qualquer outro tipo e nós precisamos nos beneficiar destes instrumentos”, afirma a pesquisadora.

Outro ponto que a antropóloga destacou foi o interesse dos adolescentes por profissões que até então não conheciam muito, como a dela, por exemplo. “Pude contar a eles um pouco sobre as Ciências Sociais e falar um pouco das possibilidades profissionais existentes hoje em dia”, disse. Segundo ela, esse conhecimento é fundamental para garantir que os jovens de hoje possam ter ocupações que realmente tragam satisfação.

Programa Profissional do Futuro

Oferece aos adolescentes, entre 14 a 17 anos, qualificação e inserção no mercado de trabalho. É um projeto que visa os valores da ética, respeito e honestidade, ajudando assim, o aprendiz a ser consciente e fazer a escolha da carreira certa.

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